O nome do blog define como eu me sinto a cada dia. O objetivo é compartilhar minhas mudanças e andanças pelo lugares que passei. Sou responsável pela minha nova história.
Acredito que dividir o que sei me torna uma pessoa cada dia melhor.
Como diz a Cecília Meireles:
"Aprendi com as primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira".
Caminhando pela rua da minha pequena cidade observo os movimentos dos poucos transeuntes que circulam pelas calçadas sob o vento forte. Cada rajada de ar gelado desloca as folhas das árvores produzindo pequenas piruetas e incríveis redemoinhos. Nos quintais as galinhas ciscam a grama verdinha, um cachorro dormita esquecido de tudo, o menino solitário aproveita o vento para soltar a pipa, o senhorzinho pantaneiro com seu grande chapéu pedala sua bicicleta vagarosamente, a beata cruza a rua em direção à igreja, os motos-táxis disputam os poucos passageiros na parada de ônibus, os militares começam a sair do quartel, o único ônibus da linha interestadual parte com uns poucos passageiros...
Pequenas passagens de um lugar marcado em minha memória.
Pequenas lembranças de um lugar que pouco mudou ao longo do tempo.
Até mesmo o majestoso Rio Paraguai logo abaixo da minha casa compõe um quadro perfeito como pano de fundo no céu zangado e nublado.
Tudo tão lindo, tão calmo, tão tranquilo. Algo que me faz sentir paz por um momento ainda que meu coração me faça sentir o oposto.
Tempo de reflexão.
Tempo de balanço.
Tempo de recolhimento.
Tempo de novas escolhas.
Tempo de arrancar a página.
Tempo de renovação.
Tempo de recomeçar.
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"If you a dream it, you can do it!"
Feliz dia!
"Plágio é crime: Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998".
Me desperté con el ruido de la lluvia en la claraboya de mi habitación. Miré las fotos recién puestas en los carteles todavía por colgar en las paredes: allí están mis hijos, mis padres, mis hermanos y yo...
Yo en varias fases de mi vida: la niña, la adolescente, la madre y por fin, la mujer... la mujer con una mirada de ansias veladas, la mujer llena de ternura.
Es sábado, son las 11h de la mañana, el día llora, me quedo un rato oyendo, oyendo, oyendo...
Eso siempre me encantó, mis recuerdos de niña me dan vueltas en la cabeza. Me gustaba salir al patio de mi casa y mirar las gotas de lluvia caeren en el suelo pues a mi me parecían pequeñas coronas de brillantes... ¡que magia!
No me he resistido y me fui a mirar de la ventana del salón y de allí pude observar la pequeña parte de la calle, los tejados lavados por el agua que caía torrencialmente del cielo encapotado.
¿En qué momento de mi vida dejé de ser un poco la niña soñadora? ¡Creo que nunca!
Me sentí la propia Rapunzel cerrada en su torre, sola, sola... pero no triste, los sentimientos que sentí en ese momento eran distintos, quizás añoro algo que nunca tuve... pero soy así y eso me hace un poco rara creo y una vez más la nostalgia me envuelve.
Me voy al baño lavarme, después hago un café mientras pienso en mi vida ahora.
¿Cuántas cosas habían pasado? Había superado muchas pruebas duras y otras tantas estarían por llegar...
Lo que de verdad me machaca es el vacío...
El vacío en mi corazón...
¿Dónde estás tú ahora?
Tú que me llamas para decirme que me hechas de menos...
Tú que de verdad se preocupa conmigo...
Tú que te gustaría compartir mis sueños...
Tú que me quitas el aire cuando me besas con pasión...
Tú que me acaricias el cabello, el cuello...
Tú que me abrazas fuerte...
Tú que me dices para no temer la vida...
Tú que tienes ganas de dormir conmigo...
Y velar mi sueño, oír mi respiración...
¿Dónde estás tu ahora?
Tal vez en algún rincón de ese mundo loco tú existas...
Tal vez un día nuestras almas si unirán
Y no sabremos donde empieza uno
Y acaba el otro...
Escrito en Vitoria-Gasteiz, Álava, País Vasco
España - 25/08/2007
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If you a dream it, you can do it!
Feliz dia!
"Plágio é crime: Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998".
Muitas coisas me deixam triste: mesquinhez, desamor, indiferença, ignorância, falta de educação, fome, etc., mas hoje resolvi escrever sobre a falta de consideração.
Passei e superei muitas coisas com a ajuda de uma força que eu não sabia que tinha. Podem tentar me prejudicar, me atingir no que for, mas não façam nada com minhas crias. Sabe, quando algo atinge um de meus filhos e/ou netos não posso ficar quieta e você sabe disso melhor que ninguém. A mãe leoa que habita dentro do mais fundo do meu ser surge com toda força.
Você ativou uma parte de mim que não me agrada em nada porque a ira é algo que evito a qualquer custo cultivar. Em defesa disso escrevo estas palavras, pois o sentimento de revolta é enorme e se não o desafogo é bem possível que minha saúde piore ainda mais do que já está. É, ainda que pensem o contrário, tenho um organismo delicado.
Mesmo na distancia você ainda continua me afetando quando se trata dessas duas únicas pessoas que eu pus no mundo, que cuidei com todo o desvelo e ainda cuido. O sentido de ser mãe, para mim, é muito mais amplo do que qualquer definição que um dicionário possa ter. Não preciso me vangloriar dos meus feitos ou desfeitos, pois isso cabe a Deus. Somente dele não podemos esconder nada. Absolutamente nada.
Você tem uma memória muito curta. Tudo isso associado ao egoísmo e a negligência são uma mistura bombástica para os te rodeiam. Ainda por cima faz que não entende a razão de se afastarem de você. Continua sendo mais uma dessas pessoas que só perambulam pela vida, que não “crescem” nunca, que se afundam no próprio atoleiro que criam, que não aprendem absolutamente nada com suas vivências. Posso até entender suas limitações, mas não o seu descaso. Isso é incompreensível para mim quando se trata da carne da minha carne, pois dói demais.
Claro que você se aproveita da distancia e tenta esconder o que faz porque pensa que eu não vou saber, não é mesmo? Essa é uma outra característica da sua personalidade que você consegue dissimular, mas não para mim.
Tem outra coisa que você também esqueceu: eu sou uma daquelas mães “antenadas” e com todos os sextos sentidos do mundo e quem sabe, até outros que já não caberia aqui descrever. Subestimar uma mãe ferida defendendo sua cria é algo pouco inteligente, diga-se de passagem.
Você é curto em todos os sentidos! Soa feio, não? Infelizmente é assim: triste demais como tantos outros episódios que a minha mente gostaria de apagar.
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If you a dream it, you can do it!
Feliz dia!
"Plágio é crime: Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998".
Na quinta-feira passada caminhei uns 3 km até o mall para comprar alguns aviamentos que faltavam. Fazia 15 dias que não esticava as pernas, não observava os movimentos da natureza. Isso me limpa a mente e me faz divagar em comunhão comigo mesma. Com os dias cinzentos e com a neve de final do inverno a vontade era só ficar aquecidinha na calefação em casa. Aqui chove dias seguidos e o tempo é nublado quase sempre.
Depois das compras fiz algo que pode parecer absurdo por causa dos termômetros que acusavam 2º: tomei sorvete!!! Sim, me dei esse luxo mesmo sob essa temperatura apesar do esforço de ter perdido 2 kg nos últimos 15 dias. Pior é ficar na vontade! Curti meu sorvete, sentada no corredor do shopping, distraída com o lento entra-e-sai dos visitantes.
Na volta decidi caminhar de novo fazendo outro percurso, observando e descobrindo novos recônditos interessantes. A chuva fina e ininterrupta me pegou no meio do caminho. Os jardins bem cuidados exibiam a relva verdinha, os passarinhos encolhidinhos nos galhos das árvores, algumas árvores nuas com seus altivos e imponentes braços erguidos aos céus. As lavandas e as hortênsias começam a brotar nas calçadas ao longo da ciclovia, a plantação de blueberries com o solo encharcado.
Gosto da chuva e depois do cheiro da terra molhada, mas não de tempestades, raios ou trovões. Lá no Pantanal elas caem torrencialmente na maioria das vezes e em seguida o sol aparece abrasador. Os raios e trovões das tempestades de verão são bonitos e ao mesmo tempo aterrorizantes. É que eles me deixam nervosa, me sugerem tragédias. Nosso amado Brasil sofre muito com as chuvas nessa época, inclusive lá na minha terrinha, que nunca teve deslizamento, agora tem passado por esses problemas. Eu particularmente tive experiências traumatizantes com enchentes. A chuva beneficia alguns e arrasa a outros. Que contraste!
Quando pequena gostava de olhar os pingos de chuva no chão. Pensava no formato deles como pequenas coroas de cristal que me faziam sonhar. Pode parecer infantil, mas ainda hoje gosto de olhá-los e foi o que fiz enquanto caminhava. Lembrei-me desse tempo que as preocupações eram somente estudar, depois brincar com minhas bonecas e dormir.
Mesmo bem protegida no impermeável e botas de cano longo minhas mãos se congelaram de tanto segurar o capuz que teimava em voar repetidamente. Os carros passavam velozes deixando rastros de água e vento gelado. O vento molhado me fez sentir mais frio, mas por alguma razão eu quis continuar andando debaixo do céu zangado e cinza sem a proteção de um guarda-chuva.
Ao atravessar os sinais os motoristas me olhavam espantados, pois o mais difícil nessa cidade é encontrar pessoas caminhando. O carro é o veículo de transporte da maioria e verem uma mulher caminhando sob um aguaceiro deve ser algo desconcertante para alguns.
Já em casa tomei um demorado banho quente. Depois o chá e a manta quentinha me ajudaram a relaxar minhas doloridas pernas. Mais uma estação está preste a completar seu ciclo e penso nos novos rumos que a vida poderá me trazer.
Bambu japonês: detalhe mimoso do pescador sentadinho!
If you dream it, you can do it!
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Feliz dia!
"Plágio é crime: Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998".
Existem pesares que carregamos pelo resto da vida. Doem como ferro em carne viva. Por mais que tentemos esquecê-los teimam em ficarem escondidos e latentes dentro da gente. Não existem remédios, nem existem fórmulas ou curas milagrosas para sanarem o estrago. O coração sangra, a alma padece, mas o mal já está feito. Só existem duas opções: ficar ruminando, se destruindo por dentro, desistir da vida ou levantar a cabeça, respirar fundo e seguir adiante. Livre, leve e solta... mesmo que as lágrimas te aflorem aos olhos.
Não dá pra suportar a indiferença de quem te cativa e que depois mostra uma face que até então desconhecíamos. É terrivelmente doloroso em muitos casos e só o nosso amigo, aquele chamado tempo é o que abranda tudo. Cada dia é mais difícil confiar no ser humano. Ainda mais pelo fato de eu ser tão intensa e me atirar de cabeça...
Coincidência ou não, a Carla Farinazzi coloca muito bem o tema das relações humanas, dos fracassos e das decepções nesse post. Vale à pena conferir.
Essa semana vi o filme Becoming Jane, com Anne Hathaway,sobre a vida de Jane Austen autora de Sense and Sensibility(Razão e Sensibilidade) e Pride and Prejudice (Orgulho e Preconceito).No inicio achei um pouco monótono, mas depois a história fica mais interessante, pois retrata uma jovem ousada para a época em que viveu e que, para os costumes de então, não era de “bom tom” ser escritora.
As minhas inspirações muitas vezes nasceram dos meus desgostos, mas também das minhas alegrias.
As letras são um bálsamo para mim. São um grito de alerta: seja lendo ou escrevendo.
Há mais ou menos 4 anos atrás eu estava em uma festa de brasileiros, lá na Espanha. Havia muita gente que eu estava vendo pela 1ª vez. No inicio da conversa é normal perguntarem quanto tempo você está no lugar, em que trabalha, etc. Naquela época, eu estava toda empolgada e também ansiosa, preocupada com uma prova muito difícil que se aproximava. Comentei ao grupo do meu antigo sonho de conseguir o título de espanhol para estrangeiros e que tinha chegado ali com esse fim. Eu fazia malabarismos para conciliar meu trabalho com os estudos. Agradecia a Deus pelas minhas patroas (eram duas) que compreendiam minha luta e eram super flexíveis nos meus horários. Trabalhava mais horas para compensar o tempo que gastava para ir ao curso que ficava em outra cidade e voltar. Foi assim por 2 anos.
No meio da conversa uma garota, de uns 25 anos mais ou menos, me olhou de cima a baixo, com desdém, e me disse: Não sei pra que, você com essa “idade”, veio pra cá pra estudar!
Que vontade de gritar, confesso! Tive que respirar fundo e em alguns segundos coordenar as idéias pra não ser grosseira. Sinceramente não sei de onde veio a calma que mantive ao responder. A raiva e a inveja contidas nessa pessoa eram notórias, claro! Quando comecei a falar todos os olhares se voltaram pra mim. Só a minha voz se fez ouvir e aí, não pude deixar de dizer: sou faxineira, às vezes babá, acompanhante de uma velhinha e lava-pratos em um restaurante nos fins de semana. Minha vida aqui é dura, tenho que trabalhar em vários lugares pra me manter. Sinto-me cansada, sozinha e muitas vezes triste por causa da saudade dos meus filhos, mas persigo o meu sonho, batalho muito pra isso. Sinto vergonha do meu povo que chega aqui “pra se dar bem”, que se mete em situações imagináveis para ganharem dinheiro e também das meninas que sujam o nome da mulher brasileira pela Europa.
Cada um vem pra cá com uma história, com um desejo e faz o seu caminho. O que me irrita e me entristece é que a maioria cospe no prato que come e ainda falam mal do país que os acolhe. Essas pessoas pequenas de sentimentos e cheias de ganâncias não valorizavam a oportunidade de crescimento pessoal, as oportunidades de aprenderem o idioma (que por sinal é oferecido gratuitamente pelo governo), da cultura e por aí a fora. Você está equivocada. Estudar ou aprender não tem nada a ver com a idade. Sinto falta das minhas criações (eu fazia mosaicos quando deixei o Brasil), das minhas poesias e relatos, das minhas costuras e bordados porque aqui não posso fazer nada disso. Tenho que trabalhar para sobreviver. Se você acha que estou velha pra estudar essa é a sua opinião e ainda bem que não concordo com ela. Eu tenho dois filhos em idades que se equiparam à sua e que estão na faculdade. Eu deixei o 2º ano de psicologia ao vir pra cá, sozinha, porque o que fazia já não me satisfazia. Então, quando chegamos a esse estágio na vida a hora é de mudança. Não me sinto velha pra fazer o que faço porque tenho uma ânsia de conhecimento que vai além da minha “idade”. Do alto dos meus 45 anos (nesse momento ela, surpreendida, arregalou os olhos por eu ter assumido os meus anos) me sinto orgulhosa dos meus avanços e cada vez quero mais. Se deixamos de sonhar isso significa que a vida deixou de pulsar dentro da gente. O meu corpo vai envelhecer, mas estou cuidado para que não aconteça o mesmo com meu cérebro. Agora me conta: o que você faz de legal com relação a isso?
Já dá para imaginar que ela não soube ou não teve o que me responder. Desconcertada, balbuciou algumas palavras de desculpa e algum minutos depois se afastou toda sem graça. As outras pessoas que participavam da conversa me apoiaram dizendo: Nossa, você deu uma lição nessa garota e ainda por cima em cima do salto. Na verdade a intenção não foi essa. Apenas me posicionei sobre o comentário maldoso dela. Da minha indignação inicial passei a sentir pena ao ver o quanto ela era despreparada e preconceituosa e isso, pra mim, também não tem a ver com a idade. Penso que tem a ver com personalidade, caráter, valores. Esses estereótipos são mesmo frutos da mesquinhez de determinadas pessoas.
Quando fazia faculdade eu era a mais velha da turma e isso nunca me incomodou. Aliás, a idade nunca me incomodou e no final das contas surpreendia a galera porque sempre me diziam que eu não aparentava a minha idade real. Eu fiz amizade com a garotada que sempre me elogiava por estar ali. Viam-me como exemplo de esforço aliado à maturidade e experiência. No dia em que deixei a cidade fizeram uma surpresa linda, na rodoviária, com vários cartazes, música de despedida e fotos. Nem preciso dizer que chorei horrores. Guardo essa doce lembrança pra sempre!
Não tive as famosas crises dos 30 ou dos 40 anos. Em alguns dias vou completar meio século de vida e tenho pensado bastante sobre diversas coisas e como não poderia deixar de ser, sobre a minha velhice. Não estou em crise não. Só penso em ser uma velhinha antenada com o mundo e com saúde. Meus netos tem uma avó blogueira, trilíngue e artesã autodidata. Acho que vou deixar um legado rico de histórias e experiências interessantes pra contar pra eles.
No meu atual curso de inglês estudam comigo duas senhoras mexicanas de 60 e 70 anos respectivamente. Foi por essa razão que me lembrei dessa história. Essas pessoinhas simpáticas também se sentem como eu: jovens o suficiente para aprenderem e buscam exercitar o cérebro, fazerem amizades, etc. Elas são super interessadas, ativas mesmo. Sabem o quanto é importante poderem se comunicar em um idioma diferente e estão indo à luta. Na saída das aulas, uma delas faz caminhada comigo de vez em quando.
O mundo realmente dá muuuuuuuitas voltas, verdade? Agora eu já não sou a mais velha da turma J.
Feliz dia!
"Plágio é crime: Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998".
Fim de ano é assim. Todos enviam mensagens de prosperidade, de melhores desejos, de sucesso. Bacana mesmo é quando podemos identificar a sinceridade delas ainda que sejam frases feitas ou copiadas. Tentar ser o mais original possível nessa era tão louca é sinônimo de esquisitice ou de falsa intelectualidade. Pode?
No dia 31 fiquei em casa. Na cidade nada de nada de comemoração. Fiz algumas fotos da TV na hora da queima de fogos na Space Needle, em Seattle. Tanto pela net como pela TV acompanhei a euforia estampada nas ruas, a esperança reacendida, as listas de desejos, um cadinho de forçada alegria. Lembro que já tive esses momentos de me deixar levar. Então fiquei me perguntando o porquê disso tudo não fazer parte do nosso dia a dia. Do meu dia a dia. Por que só no fim do ano a maioria faz promessas, estabelecem objetivos, marcam etapas? Com o passar dos anos venho me cansando de tudo que é previsível. Às vezes, o banal e o insosso me cansam. Os meus opostos - doçura/rebeldia - me invadem como lufadas de vento de um lado a outro. A cada manhã me levanto tentando sacudir a morosidade que me domina até ao meio-dia, iniciar as minhas tarefas habituais e não me esquecer de agradecer por ter saúde para enfrentar as diversidades. Isso é o que eu mais preservo. Já está de bom tamanho. O resto é como matar um leão por dia; o que vamos aprendendo a tirar de letra.
Qualquer dia é dia de renovar, tirar o pó, cortar as ervas daninhas, deixar o ambiente limpo, revigorar as energias. Há anos, no dia 31 de dezembro, tenho o costume de usar o branco também na casa, na medida do possível, e eliminar o lixo. É um ritual que mentalmente também faço para suprimir energias contrárias. Fiz isso aqui em casa ainda ontem, no último dia do ano, bem a tempo.
Em 2010 mereci algumas bênçãos. Digo mereci porque aquele lá do alto assim o consentiu. No geral, foi um ano bom, de muitas realizações: o nascimento de mais um neto, novos amigos, a minha vinda aos Estados Unidos. As renúncias também aconteceram. Deixar Espanha foi muito difícil, mas fez parte. Só continuo tentando merecer poder voltar em melhores condições. É a minha segunda casa. Aquele país está dentro de mim tanto quanto o meu amado Brasil.
Ontem não me despedi só do ano que findava, mas de uma década de muitas incertezas, duras decisões, renúncias, muitas batalhas, várias turbulências, mas que já ficaram para trás.
Ainda que esteja no meio do caos tento racionar com clareza.
Não ser apenas mais um no meio da turba.
O tempo avança implacável.
O futuro se descortina.
Tento fazer o meu viver mais pleno.
A paz da alma traz a serenidade.
Tentar já é um bom começo.
Nunca é tarde para fazer a diferença!
Cuide-se bem! Esse é o seu melhor benefício.
Tim-tim
Space Needle - Seattle(WA)
Não parece uma nave decolando???
Para terminar uma pequena prece que eu gosto muito:
Fé em Deus
Segue com fé em Deus,
A luz do céu te guia.
Quando a prova se agrave,
Faze silêncio e ora.
Desgostos são sinais
De segurança e rumo.
Nas horas difíceis,
Serve, perdoa e passa.
Toda noite é viagem
Para a estação da aurora.
Tudo será melhor.
Deus te guarde. Caminha...
EMMANUEL – Psicografia de Fco. C. Xavier
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Feliz dia!
Feliz ano!
FELIZ VIDA!
"Plágio é crime: Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998".
Tenho me recolhido esses dias. Dou-me esse direito. Estou divagando na minha inquietação e hoje quis falar um pouco dessa imprecisão, dessa intranqüilidade.
Essa época está sendo diferente pra mim. É como se não me afetasse, mas não é bem assim. Só estou reagindo diferente, acho. O sentimento mescla-se ao vazio. Só pude chegar a essa definição, pois sinto:
- o vazio ao notar que algumas pessoas somente passam pela vida e não deixam nada mais que um rastro de dor;
- o vazio desse consumismo doido que parece epidemia;
- o vazio dos fingimentos;
- o vazio da artificialidade;
- o vazio de quando se está perto e notar que nada mudou;
- o vazio do meu desassossego de me sentir esquecida;
- o vazio de se estar longe;
- o vazio dos vazios das pessoas;
Um dia me escreveram que eu vejo a beleza em tudo, que me deixo levar pela imaginação, que tenho um talento nato pra algumas coisas e transformo o que toco. Espero que isso nunca acabe, ainda que eu tenha alguns tropeços pelo caminho. Cuido disso cada dia!
Um dia me fizeram prometer não esquecer e vejo que a maior parte do tempo, pra algumas coisas, eu é que fui ficando esquecida.
De todos modos, algo a salvar! Por isso, faço uma pequena referência anônima pra algumas pessoas que,
. seja escrevendo ou me falando diretamente, tenham me estendido a mão nos meus momentos de debilidades e de alegrias;
- tenham me dado um sorriso ou um “Bom dia!” luminoso me fazendo saber o quanto eu precisava ouvir isso.
No tic-tic da vida pude conhecer pessoas que me fizeram crescer e aprender. Eu penso assim, mesmo nas contrariedades.
Se o meu coração ainda dá guinadas com isso tudo é porque ainda sou toda emoção, mesmo que desencontradas.
Que a paz esteja em mim,
Que a paz esteja em você!
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Feliz dia!
"Plágio é crime: Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998".
Essa noite foi assim. Acordei com um simples abrir de olhos, sem gritos ou suores, só com aquela sensação de que foi real, intenso, aterrador. Ultimamente isso vem acontecendo com freqüência. Costumo sonhar com a rua em que vivi toda minha infância, a praça, as árvores do lugar. Isso ficou gravado nas minhas lembranças para sempre. Só que essa noite as imagens mesclavam passado-presente, claro-escuro, em situações que já vivi e outras que venho passando. Sei que os sonhos reproduzem as emoções mais escondidas, os temores que não ousamos dizer a ninguém, mas creio que também são sinais ou um alerta.
Eu costumo repensar o que acontece comigo. Às vezes até demais e quando despertei não foi diferente. Estava apreensiva, apavorada mesmo e não quis te acordar. O medo me manteve imóvel. Ali, no meio da madrugada, ouvi o silêncio enquanto meus olhos se acostumavam à penumbra do quarto. Aos poucos fui me acalmando.
Nessas horas de silêncio solitário percebi os primeiros raios de sol brincando nas persianas da janela refletindo a vida. Agradeci por ser domingo. Agradeci estar viva. Serenei.
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Feliz dia!
Yellowstone National Park - Wyoming (USA) - 23/08/2010
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"Plágio é crime: Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998".
Houve um tempo em que me preocupei demasiado com os porques.
Houve um tempo em que levava tudo a ferro e a fogo;
Houve um tempo em que aceitava as respostas prontas e as meias verdades para esquivar-me da realidade;
Houve um tempo em que fui omissa e não lutei contra isso;
Houve um tempo em que me senti gasta, velha, empoeirada e tremendamente cansada;
Houve um tempo em que as minúcias, os detalhes eram terrivelmente importantes;
Houve um tempo em que as lágrimas e a angústia me transbordavam a alma;
Houve um tempo em que me refugiei nos conventos da minha alma para ter um pouco de paz;
Houve um tempo em que permiti pisarem nos meus sonhos;
Houve um tempo em que fingi não perceber os escárnios e os comentários a meia voz para não me dilacerar mais e mais;
Houve um tempo em que fui julgada e rotulada por quem me acalentou e achava que me queria;
Houve um tempo em que o mutismo era o meu melhor escudo;
Houve um tempo que já não descrevia o que sentia porque me bastavam os mal entendidos;
Houve um tempo em que me fizeram acreditar que ter um cabelo negro e ondulado era muito feio; Houve um tempo em que me achava estranha por causa dos meus olhos amendoados; Houve um tempo em que as comparações me ensandeciam e me entristeciam;
Houve um tempo em que fui chamada de louca por compartilhar minhas idéias, meus sonhos, meus desejos e minhas intuições;
Houve um tempo em que tentaram me convencer de que era bobagem enxergar mais com os olhos da alma e do coração;
Houve um tempo em que fui mais escutada que ouvida;
Houve um tempo em que mais ouvi e consolei que fui ouvida ou consolada;
Houve um tempo em que não notaram que a minha preferência pelos vários tons de azul e pelo branco era apenas uma forma de passar desapercebida;
Houve um tempo em que convivi demasiado com pessoas que não se importavam com os meus sentimentos e minhas opiniões;
Houve um tempo em que pensava que o mais correto era ser “politicamente correta”;
Houve um tempo em que quase acreditei que o mais importante era ter um diploma, só para dizer “consegui” e depois guardá-lo na gaveta como a maioria faz;
Houve um tempo em que não conseguia dizer “eu te amo” a meus filhos;
Houve um tempo em que o medo me paralisou; Houve um tempo em que não acreditei que era capaz de tomar as rédeas da minha vida;
Houve um tempo em que não acreditava mais no amor e nem o sentia;
Houve um tempo em que pensei que no existisse uma vida melhor;
Houve um tempo em que eu não queria me sentir tão “diferente”;
Houve um tempo em que no quis ser tão transparente;
Houve um tempo em que eu só me disse não;
Houve um tempo em que abdiquei de ser tão eu.
...........
Para vocês, uma canção que retrata o que sentia meu espírito de adolescente ansioso de liberdade nos idos anos 70. Com vocês, o meu eterno ídolo: Elton John.
Skyline Pigeon
Turn me loose from your hands
Let me fly to distant lands
Over green fields, trees and mountains
Flowers and forest fountains
Home along the lanes of the skyway
For this dark and lonely room
Projects a shadow cast in gloom
And my eyes are mirrors
Of the world outside
Thinking of the ways
That the wind can turn the tide
And these shadows turn
From purple into grey
For just a Skyline Pigeon
Dreaming of the open
Waiting for the day
He can spread his wings
And fly away again
Fly away skyline pigeon fly
Towards the dreams
You've left so very far behind
Fly away skyline pigeon fly
Towards the dreams
You've left so very far behind
Let me wake up in the morning
To the smell of new mown hay
To laugh and cry, to live and die
In the brightness of my day
I want to hear the pealing bells
Of distant churches sing
But most of all please free me
From this aching metal ring
And open out this cage towards the sun
For just a Skyline Pigeon
Dreaming of the open
Waiting for the day
He can spread his wings
And fly away again
Fly away skyline pigeon fly
Towards the dreams
You've left so very far behind
Fly away skyline pigeon fly
Towards the dreams
You've left so very far behind
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Feliz dia!
"Plágio é crime: Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998".
Nessa semana recebi duas notícias. Uma ótima e outra muito ruim. Uma tem a ver com o inicio e a outra com fim da vida. São coisas que acontecem e não podemos evitar. Para ambos os casos a expectativa é grande e o coração se aperta de preocupação. Só desejamos que seja feito o melhor, porque a esperança sempre cresce a cada dia por pior que seja a situação.
...
Eu, em1808 Town - South Dakota(USA)
Nessa época do ano o meu astral nunca é dos melhores. Para piorar, faz 5 anos que não passo o Natal com minha família brazuca. Tenho andado muuito nostálgica, com muuuitas saudades do Brasil.
Li em algum lugar que tomar uma decisão implica sempre em alguma renúncia. Nossa, me vi em essa situação várias vezes sem saber ao certo que rumo seguir, tentando não me deixar levar só pela emoção e mais pela intuição. Não podemos ter tudo ao mesmo tempo.
A gente se desgasta, sangra, tropeça, cai, se rala toda, mas se levanta e segue em frente. Foi o que eu fiz, quer errando ou acertando. Alguma parte de mim ficou por aí: pequenas tirinhas de pele esfolada espalhadas igual lampejos de espelho estilhaçado. Hoje tento compor alguns mosaicos, traçando novos desenhos que vão marcando meu aprendizado. Mas a pele, ah! essa já mudou várias vezes. É fácil? Claro que não! É quase inumano.
Mas porque estou falando disse tudo mesmo? É só para explicar esse lado saudoso, a decisão que me levou para longe, mas que me tirou do fundo do poço. Porque quando deixei o que me feria, o que me deixava em carne viva e tomei a decisão de dar outro rumo na minha vida, tive que ficar longe dos meus filhos, já adultos, para poder me recompor. A decisão foi penosa, me dilacerou, mas chegou no momento em que deveria chegar: o meu momento.
Só para vocês terem uma idéia: não só resumi toda uma história em uma mala, um CD MP3 com 150 músicas, alguns retratos e fui começar do zero pelas redondezas. Eu voei para muuuito longe. Saí do país, girei 360º e caí de pára-quedas em culturas totalmente estranhas. Fui em busca dos meus sonhos e os realizei ainda que a duras penas. Tive que aprender a viver minha vida porque mais cedo ou mais tarde eles iam viver a deles, como fizeram.
Para os meus filhos (familiares e alguns amigos incondicionais) essa decisão foi de uma coragem descomunal da minha parte. Posso dizer que hoje eles pensam assim. Na época sofremos juntos e muito, embora estivéssemos separados. Por um bom tempo, mesmo me dando força ou algumas vezes não, eles tiveram as suas dificuldades. Aos poucos a minha decisão nos ajudou a amadurecer e nos fortaleceu nas etapas que enfrentamos.
Meu novo neto, o Neto (ou Jr.-Jr.), nasceu em abril e ainda não o conheço pessoalmente. Quando penso que estou perdendo o melhor dele e da sua irmãzinha Amanda (a Mandy)... Enfim, é muito duro ser mãe e agora, avó a distancia! Se você tem filhos e/ou netos poderá compreender melhor essa minha mistura de sentimentos contraditórios, a eterna preocupação me rondando a cabeça igual alma penada.
Quando a saudade aperta, a santa net e o telefone estão aí para amenizar algo que só pessoalmente conseguimos aplacar, mas que ajuda, ainda que não seja a mesma coisa.
Hoje estou escrevendo algo que se passou comigo e quem sabe deve estar passando com muitas mulheres por esse mundão afora.
Eu aprendi. Eles aprenderam.
Espero que tenham tido um final de semana muito legal.
Que seus dias sejam coroados de alegria!
“Continue mesmo que todos esperem que desistas. Não deixe que se enferruge o ferro que existe em você”. (Madre Teresa de Calcutá)
“Continúas a pesar de que todos esperem que abandones. No dejes que se oxide el hierro que hay em ti”. (Madre Teresa de Calcuta)